Viver é também estar preparado para situações difíceis."violência"
12 de agosto de 2010
Mercado de Trabalho no Futuro(você é quem faz a diferença)
Mercado de Trabalho no Futuro
Como é gostoso repartir a culpa!
Podemo afirmar que “Falta de tempo” seria o termo popular para falta de auto-disciplina. Porém fica mais suave rotulá-lo assim, de forma popular, pois dá uma impressão de que não chegamos no objetivos por motivos de forças maiores, que fogem ao nosso controle, e assim sentimo-nos menos culpados por nossos fracassos.
Auto-disciplina é a chave para o sucesso. Pense nos grandes empresários, esportistas, músicos, cantores, performistas que alcançaram sucesso e conheça um pouco de suas histórias. Verá que houve muito comprometimento ao longo dos anos, horas a fio de treino físico e mental para que se atingisse a excelência e ao mesmo tempo abdicação de muitas coisas menos importantes.
Temos a tendência de analisar somente o produto acabado, o cidadão realizado, bem sucedido e suspiramos (como se não soubéssemos o verdadeiro motivo): “Ah, como ele é um cara de sorte…”.
O slogan “Potência não é nada sem controle“, divulgado nas propagandas da PIRELLI, se encaixa bem nesta reflexão que estamos fazendo. Ter habilidades natas nos confere um pouco de vantagem sobre a concorrência, mas acaba aí se não pudermos agregar a isto uma boa dose de controle, ou seja, auto-disciplina para seu aperfeiçoamento.
É impossível desvincular o sucesso pessoal e profissional da auto-disciplina. E o que seria auto-disciplina senão direcionar sua força, tempo, habilidades de forma contínua e controlada para aquilo (objetivos pessoais e profissionais) que você determinou como prioritário em sua vida?
As pessoas comuns agem assim, o mundo tem que estar muito perfeito para que se dediquem a determinada tarefa. Quer emagrecer mas não vai à academia porque está frio, não vai fazer regime porque está de férias…Para tudo temos um porque convincente para nós mesmos e assim continuamos na média, medíocres.
Construir uma auto-disciplina requer vontade acima de tudo e muita dedicação. Vai aqui 3 dicas para você refletir que podem auxiliá-lo nesse processo de reconstrução.
• Analise suas atitudes diárias, se batem com seus objetivos pessoais e profissionais a médio e longo prazo;
• Redefina, ou suas atitudes, ou seus objetivos, para que andem em harmonia;
• Não espere para fazer essa reflexão somente na virada do ano, faça regularmente e corrija a rota se for o caso
Os momentos de prática de auto-disciplina hoje vão determinar o curso de nossas carreiras e vidas nos próximos anos, e o que somos hoje (ou deixamos de ser) é o puro resultado de anos passados. Ainda com relação a pesquisa do SEBRAE, os cursos a distância são um grande teste de auto-disciplina para qualquer um. Conseguir concluir um curso a distância sem professor no pé, ter que fazer seu próprio horário, é mais difícil do que você pode imaginar, e o grande obstáculo não poderia ser outro.
Respondendo a pergunta do artigo, parece que a auto-disciplina é a linha divisória que separa os bem sucedidos, notáveis, das pessoas comuns.
Tenho procurado aproveitar o tempo ocioso entre o transporte até o trabalho para fazer esse tipo de análise e tenho visto algumas incoerências em minhas atitudes com relação aos meus objetivos pessoais e profissionais e estou redefinindo algumas atitudes e enfrentando algumas desculpas. E você, já fez uma análise introspectiva desse tipo? Deixe sua opinião nos comentários abaixo!
8 de agosto de 2010
DEFINIÇÃO DE SAUDADES - FELIZ DIA DOS PAIS; Dr. Rogério Brandão, Médico

Feliz dia dos pais;; Como médico cancerologista, já calejado com longos 29 anos de
atuação profissional (...) posso afirmar que cresci e modifiquei-me com os
dramas vivenciados pelos meus pacientes. Não conhecemos nossa verdadeira
dimensão até que, pegos pela adversidade, descobrimos que somos capazes de
ir muito mais além.
Recordo-me com emoção do Hospital do Câncer de Pernambuco,
onde dei meus primeiros passos como profissional... Comecei a
freqüentar a enfermaria infantil e apaixonei-me pela oncopediatria.
Vivenciei os dramas dos meus pacientes, crianças vítimas inocentes do
câncer. Com o nascimento da minha primeira filha, comecei a me acovardar ao
ver o sofrimento das crianças.
Até o dia em que um anjo passou por mim! Meu anjo veio na forma de uma
criança já com 11 anos, calejada por dois longos anos de tratamentos
diversos, manipulações, injeções e todos os desconfortos trazidos pelos
programas de químicos e radioterapias. Mas nunca vi o pequeno anjo
fraquejar. Vi-a chorar muitas vezes; também vi medo em seus olhinhos;
porém, isso é humano!
Um dia, cheguei ao hospital cedinho e encontrei meu anjo sozinho no
quarto. Perguntei pela mãe. A resposta que recebi, ainda hoje, não consigo
contar sem vivenciar profunda emoção.
- Tio, - disse-me ela - às vezes minha mãe sai do quarto para chorar
escondido nos corredores... Quando eu morrer, acho que ela vai ficar com
muita saudade. Mas, eu não tenho medo de morrer, tio. Eu não nasci para esta
vida!
Indaguei:
- E o que morte representa para você, minha querida?
- Olha tio, quando a gente é pequena, às vezes, vamos dormir na cama do
nosso pai e, no outro dia, acordamos em nossa própria cama, não é?
(Lembrei das minhas filhas, na época crianças de 6 e 2 anos, com elas, eu
procedia exatamente assim.)
- É isso mesmo.
- Um dia eu vou dormir e o meu Pai vem me buscar. Vou acordar na casa Dele,
na minha vida verdadeira!
Fiquei "entupigaitado", não sabia o que dizer. Chocado com a maturidade
com que o sofrimento acelerou, a visão e a espiritualidade daquela criança.
- E minha mãe vai ficar com saudades - emendou ela.
Emocionado, contendo uma lágrima e um soluço, perguntei:
- E o que saudade significa para você, minha querida?
- Saudade é o amor que fica!
Hoje, aos 53 anos de idade, desafio qualquer um a dar uma definição
melhor, mais direta e simples para a palavra saudade: é o amor que fica!
Meu anjinho já se foi, há longos anos. Mas, deixou-me uma grande lição
que ajudou a melhorar a minha vida, a tentar ser mais humano
e carinhoso com meus doentes, a repensar meus valores. Quando a noite chega,
se o céu está limpo e vejo uma estrela, chamo pelo "meu anjo", que brilha
e resplandece no céu.
Imagino ser ela uma fulgurante estrela em sua nova e eterna casa.
Obrigado anjinho, pela vida bonita que teve, pelas lições que me
ensinaste, pela ajuda que me deste. Que bom que existe saudade! O amor que
ficou é eterno.
Feliz dia dos pais E UM FORTE ABRAÇO;
COMO A POPULAÇÃO VÊ A POLICIA DEPOIS DA VIOLÊNCIA:casos de violência em SÃO PAULO E RIO DE JANEIRO

a)casos de violência em sâoPAULO E RIO DE JANEIRO**************a violência policial não pode ser tratada como um caso isolado, como produto único e exclusivo da polícia. A polícia não é autônoma, mas faz parte do aparato de Estado. Ela é corrente de transmissão do pensamento do Estado, da função do Estado, o braço armado do Estado. Então é preciso que se entenda a violência policial e todo esse desdobramento, dentro dessa lógica de Estado. A repressão do Estado e não simplesmente a violência policial como um fato, como se o responsável por isso fosse apenas o policial. Se o policial tem liberdade para fazer isso é porque alguém lhe confere essa liberdade. E quem confere essa liberdade ao policial é o Estado. Quando mataram aquelas crianças na Candelária, a classe média aplaudiu aquilo ali. Quando a polícia "passou o cerol" naqueles 111 em Carandiru, parte da classe média bateu palma. Então setores da classe média foram a favor do Exército na rua. Muita gente fala: "que saudade da época do regime militar". Tem uma parte da classe média que se mantém reacionária e serve como base social que apóia as atrocidades contra o povo. Então, se temos essa polícia truculenta, ela não se deu do nada. Além de ser uma construção da época da ditadura, tem policiais que serviram na ditadura e hoje são comandantes de batalhão ou delegados. Ainda tem gente que serviu à ditadura que hoje está ligada às forças de segurança. Esse ranço da ditadura continua. A polícia é o aparato de segurança. Ela não tem outra alternativa a não ser reprimir. Ela é feita para isso. É a máquina do Estado para COORDENAR E DEFENDER E PROTEGER OS CIDADÕES. Essa história de polícia humanizada me parece algo irreal. Se uma autoridade te dá um fuzil AR-15, ela já está partindo do pressuposto que você tem que estar preparado para matar ou morrer. Para começo de conversa, é arma de guerra. O cara não está usando ali arma para munição de borracha, arma de choque. Ele tá usando arma de guerra. Mesmo uma 45, uma 9mm... O problema que eu coloco é filosófico: por que a sociedade precisa de polícia ARMADA DE FUZIL,E METRALHADORA?

a) análise mostrando que é a primeira vez que o Estado justifica uma chacina. Pode explicar melhor?
— Se a gente pegar outros casos de matança cometidos pela polícia na história do Rio de Janeiro, matanças com muita gente, até então nunca o Estado chegou e disse que os policiais envolvidos estavam certos. Chacina da Candelária. Eram policiais contratados por comerciantes para "limpar" o centro das crianças de rua. Aí está: agiram contra a lei, não estavam fardados, e tal. Mesma coisa em relação a Vigário Geral, que embora tenham ido fardados, o Estado disse que eles não estavam em uma operação permitida. Disse que era uma operação ilegal. Nas outras grandes chacinas, a mesma coisa: nunca o Estado falou que eles estavam fazendo o serviço deles. Em ocasiões menores, sim, eles falavam isso. Agora, nessa chacina do Alemão, não. Até agora o discurso está sendo raivoso. "São todos bandidos". Nem pensa "não, talvez...". Mas não, o governador diz que todos são bandidos. Está nos jornais de : "A polícia fez certo. Vamos continuar". Isso é um dado que mostra a escalada no sentido de liberar a polícia para fazer tudo.


B) No final da tarde do dia 11 de junho, policiais do 22° Batalhão da PM do Rio invadiram a favela Nova Holanda, no subúrbio da cidade, e promoveram um verdadeiro massacre. Segundo moradores, os policiais entraram na favela atirando para todos os lados e assustando centenas de trabalhadores que chegavam em casa após mais um cansativo dia de serviço.
Chacina na Nova Holanda: enterro de Deividson Pacheco, de 19 anos
A operação começou na Rua Santa Rita, onde funciona uma modesta barbearia. Ao passar pelo local, os policiais começaram a atirar em direção ao estabelecimento, atingindo seis pessoas: Alexsandro de Oliveira Nascimento, 22 anos, Rodson Soares Gomes, também 22 anos, Gilberto dos Santos, 35 anos, Deividson Evangelista Pacheco, 19 anos, Paulo Cardoso Batalha, 47 anos, e seu filho Gabriel Batalha, de 5 anos. Paulo estava com o menino no colo cortando o cabelo no momento em que foi atingido na cabeça. O frentista morreu na hora e o menino Gabriel, atingido na mão, está internado no Hospital Geral de Bonsucesso e corre o risco de perder os dedos.
Aluno do Ciep Yuri Gagarin, o jovem Deividson Evangelista Pacheco também foi atingido na cabeça e morreu a caminho do hospital. Segundo sua mãe, Dilma Barbosa Bezerra, de 55 anos, o rapaz tinha problemas auditivos por conta de uma meningite contraída aos 5 anos e demorou para notar a presença da polícia.
— Meu filho era um menino bom. Nunca foi envolvido com nada de errado. A nossa vida aqui na favela não vale nada para essa polícia. Meu filho tinha problemas de audição e demorou mais do que os outros fregueses para notar o tiroteio. Que covardia que fizeram com ele. Vou lutar por justiça até o fim da minha vida. Depois que esse governador [Sérgio Cabral] foi eleito, acabou o pouco de paz que nós tínhamos. Toda semana a polícia entra aqui e mata alguém. Seja bandido, que eles executam, ou trabalhador, que eles atiram nas costas. Não importa se é traficante ou não, aqui todo mundo tem medo da polícia e todo mundo corre quando ela chega — lamenta a mãe de Deividson no enterro do filho, dia 13 de junho, no cemitério do Caju.
Além disso, moradores denunciam que, após atirarem contra a barbearia, PMs ainda teriam adentrado o local, agredido outros clientes e roubado pertences das vítimas, como carteiras, relógios e outros objetos de valor.
A favela Nova Holanda, no bairro de Bonsucesso, é uma das 22 do complexo de favelas da Maré, assim como o Parque União, onde a PM também ataca com frequência. Em abril do ano passado, moradores chegaram a pedir a Ordem dos Advogados do Brasil que instalasse um posto fixo no Parque União para coibir os abusos policiais, mas até hoje, a favela continua entregue à violência permanente da polícia.
No dia 2 de maio último, PMs invadiram a favela para a instalação da nova sede do Batalhão de Operações Especiais, o BOPE, que atualmente fica no Catete, bairro nobre do Rio. A operação terminou com seis moradores mortos, dentre os quais estava um dos chefes do tráfico varejista. Segundo a Secretaria de Segurança Pública e o monopólio dos meios de comunicação, as outras cinco vítimas também morreram em confronto com a PM, uma mentira fabricada para ocultar a chacina promovida pelos policiais.
2 de agosto de 2010
Eleições 2010 - O brasileiro está preparado para votar?
Eleições 2010 - O brasileiro está preparado para votar?
Todas as orientações acima são válidas para você começar agora a avaliar os candidatos. Mas, na verdade, o ideal seria que a sua pesquisa sobre a vida deles já tivesse começado há mais tempo, não só na boca das eleições. E que não fosse meramente uma pesquisa, mas uma interação contínua com a política. "A gente tem que assumir o governo como sendo nosso e não usar só o voto como expressão política. O voto é apenas uma das expressões políticas possíveis. Nós deveríamos ter ações políticas cotidianas: reclamar em relação aos serviços públicos, se filiar a ONGs, fazer trabalho voluntário, defender nossos direitos de consumidor, acompanhar pela imprensa e pela internet a atuação dos políticos
Quando votar nulo, em branco, na legenda
Ao contrário do que muita gente pensa, votar nulo não é a mesma coisa de votar em branco. Por muito tempo, eles pareceram a mesma coisa porque, antes da urna eletrônica, muita gente votava nulo por não saber como preencher a cédula. Escreviam recadinhos para seus candidatos ou marcavam mais de um candidato. E o voto acabava sendo anulado, sem o eleitor querer.
Agora, o nulo e o branco voltaram a ter os seus respectivos papéis originais. O voto em branco é o voto da apatia. Quem vota em branco está dizendo: "eu não estou nem aí para estas eleições. Não gosto de política, sou alienado. Escolham por mim". Já o voto nulo é uma forma de protesto. Você está dizendo: "não gosto destes candidatos, não me sinto representado por nenhum deles".
Não só o significado de cada um é diferente, bem como o efeito. Existe, sim, a possibilidade do voto nulo resultar no cancelamento das eleições. Segundo o artigo 224 do Código Eleitoral que diz que "se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do estado nas eleições federais e estaduais, ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias". Apesar da Constituição Federal, no artigo. 77, definir que votos nulos e brancos não são computados - contrapondo-se assim à determinação do Código Eleitoral -, vai depender da decisão de um juiz se as eleições seriam válidas, segundo o TRE.
O problema, no entanto, é que as novas eleições seriam feitas com os mesmos candidatos, o que acaba não fazendo sentido. "Além disso, as novas eleições acarretariam um rombo nos cofres públicos, uma vez que custaria ao país R$ 20 bilhões", explica o juiz do TRE-SP (Tribunal Regional de São Paulo) José Joaquim dos Santos.
Para alguns especialistas, o voto nulo é tido como um retrocesso democrático. "Quem vota nulo está dizendo 'me comandem, porque eu não sei dirigir, vou sentar no banco de trás. Voto nulo é tiro no pé", diz Negrão. O cientista político Charles Pessanha, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) também é contra votar nulo. "Na época da ditadura, poderia até fazer sentido. Mas agora você tem todo o direito de votar num candidato e, se ele não for bom, você pode trocar o candidato nas próximas eleições. Todas as pessoas têm direito à representação. Todas as tendências têm direito à representação. Então, tudo quanto é grupo foi trazido para dentro do sistema político. A oferta de candidatos é muito grande. Não faz sentido votar nulo", diz. Jairo Nicolau, cientista político do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro), também contesta o nulo: Não é possível que, entre os milhares de candidatos que existem, não se encontre algum que possa ser digno de voto".
Todas as orientações acima são válidas para você começar agora a avaliar os candidatos. Mas, na verdade, o ideal seria que a sua pesquisa sobre a vida deles já tivesse começado há mais tempo, não só na boca das eleições. E que não fosse meramente uma pesquisa, mas uma interação contínua com a política. "A gente tem que assumir o governo como sendo nosso e não usar só o voto como expressão política. O voto é apenas uma das expressões políticas possíveis. Nós deveríamos ter ações políticas cotidianas: reclamar em relação aos serviços públicos, se filiar a ONGs, fazer trabalho voluntário, defender nossos direitos de consumidor, acompanhar pela imprensa e pela internet a atuação dos políticos
Quando votar nulo, em branco, na legenda
Ao contrário do que muita gente pensa, votar nulo não é a mesma coisa de votar em branco. Por muito tempo, eles pareceram a mesma coisa porque, antes da urna eletrônica, muita gente votava nulo por não saber como preencher a cédula. Escreviam recadinhos para seus candidatos ou marcavam mais de um candidato. E o voto acabava sendo anulado, sem o eleitor querer.
Agora, o nulo e o branco voltaram a ter os seus respectivos papéis originais. O voto em branco é o voto da apatia. Quem vota em branco está dizendo: "eu não estou nem aí para estas eleições. Não gosto de política, sou alienado. Escolham por mim". Já o voto nulo é uma forma de protesto. Você está dizendo: "não gosto destes candidatos, não me sinto representado por nenhum deles".
Não só o significado de cada um é diferente, bem como o efeito. Existe, sim, a possibilidade do voto nulo resultar no cancelamento das eleições. Segundo o artigo 224 do Código Eleitoral que diz que "se a nulidade atingir a mais de metade dos votos do país nas eleições presidenciais, do estado nas eleições federais e estaduais, ou do município nas eleições municipais, julgar-se-ão prejudicadas as demais votações, e o Tribunal marcará dia para nova eleição dentro do prazo de 20 (vinte) a 40 (quarenta) dias". Apesar da Constituição Federal, no artigo. 77, definir que votos nulos e brancos não são computados - contrapondo-se assim à determinação do Código Eleitoral -, vai depender da decisão de um juiz se as eleições seriam válidas, segundo o TRE.
O problema, no entanto, é que as novas eleições seriam feitas com os mesmos candidatos, o que acaba não fazendo sentido. "Além disso, as novas eleições acarretariam um rombo nos cofres públicos, uma vez que custaria ao país R$ 20 bilhões", explica o juiz do TRE-SP (Tribunal Regional de São Paulo) José Joaquim dos Santos.
Para alguns especialistas, o voto nulo é tido como um retrocesso democrático. "Quem vota nulo está dizendo 'me comandem, porque eu não sei dirigir, vou sentar no banco de trás. Voto nulo é tiro no pé", diz Negrão. O cientista político Charles Pessanha, da UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) também é contra votar nulo. "Na época da ditadura, poderia até fazer sentido. Mas agora você tem todo o direito de votar num candidato e, se ele não for bom, você pode trocar o candidato nas próximas eleições. Todas as pessoas têm direito à representação. Todas as tendências têm direito à representação. Então, tudo quanto é grupo foi trazido para dentro do sistema político. A oferta de candidatos é muito grande. Não faz sentido votar nulo", diz. Jairo Nicolau, cientista político do Iuperj (Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro), também contesta o nulo: Não é possível que, entre os milhares de candidatos que existem, não se encontre algum que possa ser digno de voto".
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